06/04/2009

Equilíbrio

Sempre me tive como equilibrada. Com laivos de alguma palermice, mas gosto de dar cores a tudo o que faço. Mas, apesar de tudo, gosto de medir as circunstâncias das situações em que me envolvo. 

Parece tudo muito complicado, mas vou repetir o que disse há uns tempos: na minha cabeça, faz sentido.

Gosto de me sentir esclarecida e de conhecer todos os lados, todas as perspectivas. 
Gosto de pesar prós-e-contras. 
Gosto de se sentir segura no momento de tomar decisões. 
Gosto de trabalhar sobre hipóteses.

E, chego à conclusão, que, às vezes, talvez seja esse o meu problema. Um dia destes, alguém me disse que tinha de me distanciar um pouco mais das emoções. E, sei que isso é uma hipótese que não se coloca, naquela situação em concreto. Pode parecer chocante mas gosto de tudo o que a paixão acarreta.

Apesar de ser, teoricamente, equilibrada, gosto de me sentir feliz, mas miserável ao mesmo tempo, porque sei que é algo que passa rápido. Este fim-de-semana, li (na diagonal, confesso) uma reportagem sobre o amor/paixão. A pessoa que estava comigo disse que acreditava naquele tipo de amor que dura para sempre. No amor que nasce e se prolonga por muitos anos. No amor que se observa nos idosos de mão dada. Pensei para comigo: "Isso nasce de algum lado. Porque não aqui e agora?".

Apesar de ser, teoricamente, equilibrada, gosto de pensar com o coração, porque, por norma, está em consonância com a minha outra parte: a racional. E, mais uma vez, pode parecer chocante, mas tudo o que digo e faço, faço-o em consciência. E quando digo que quero apostar numa certa pessoa... levem-me a sério.

1 comentário:

Diana Rodrigues disse...

Gostei muito do seu blog !