É um título estranho, eu sei. Não sabia mesmo era que nome concreto lhe havia de dar.
É ainda mais estranho escrever um texto, guardá-lo durante eternidades, abri-lo, eliminá-lo do computador, mas manter este título. Sei que não o quero eliminar... é um título com potencial.
Também há a estranheza de ter milhares de coisas a dizer sobre isto e não conseguir passá-las para o computador. Porque parecem superficiais, porque não quero parecer uma sofredora, porque acho que não vale a pena, ou porque simplesmente estão mal escritas...
Ninguém é de ninguém... restam dúvidas quanto a isto? Não quero escrever o óbvio. Não quero escrever algo que já foi lido mil vezes, debatido outras duas mil... ninguém é de ninguém. Ponto final.
Na dúvida, sou belenense... excepto para os seus sócios, o Belenenses é sempre a segunda escolha. No meu caso, a terceira. Quando as coisas não correm bem para as duas primeiras escolhas, opto pelos azuis do Restelo. É uma ideia parva, susceptível de várias interpretações e mal-entendidos. Mas é o que sinto: que, na dúvida, envergo, orgulhosamente, a camisola com a cruz de Cristo.
É um título estranho, reconheço e assino por baixo.
Tinha milhares de coisas para escrever. Mas há medida que vão aparecendo palavras na folha do Word (com ou sem sentido... tanto faz), vou perdendo o fio condutor que me levou a abrir (de novo) este documento, com este título. Como se perdessem importância (será que alguma vez a tiveram?)...
Fiquemos então com o título que disse mais sobre a minha actual situação do que todos os textos, mais ou menos conseguidos, que alguma vez escrevi. Se tivessem um título para dar à vossa vida, qual seria? O meu é este “Ninguém é de Ninguém ou Na dúvida, sou Belenense”.
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