Conhece uma pessoa.
Pode apaixonar-se, ou não, mas por norma, apaixona-se. Corre mal. Chora, grita a plenos pulmões e odeia-se durante uns tempos. E tudo volta a passar. Repreende-se e obriga-se a não voltar a amar tão rápido.
O tempo passa. Conhece uma pessoa. Aproxima-se a medo. Receia voltar a magoar-se. Não diz tudo o que sente, porque não quer afastar essa pessoa. Porque não quer assustar essa pessoa. Porque quer que as coisas corram bem (para variar) com essa pessoa.
O tempo passa. Entre avanços e recuos, alguém lhe diz "Estás apaixonada!". E depois batem as saudades do cheiro, do riso, do beijo, da mão na mão, da cor dos olhos, do cabelo, do tom de voz...
Uma mulher apaixona-se. E depois... depois, logo se vê!