03/12/2008

Do not cross

Penso nas relações amorosas como um cenário de um qualquer filme policial: fita amarela e polícias com cara de mau. A atitude a tomar depende do nosso papel na fita. Ou somos o detective destacado para a investigação e a fita levanta-se e nós passamos livremente, ou somos o suspeito. E é a partir daí que se desenrola, com a diferença que não é um filme.

Lamentavelmente, podemos encontrar um actor menos competente e que acaba por estragar as cenas daquele que podia ser um 'blockbuster'. 

Nada é tão linear, nem mesmo os filmes, onde, por vezes, o criminoso é quem menos esperamos. Confuso? Garanto que, na minha cabeça, tudo faz sentido.

E quando os curiosos passam a linha amarela da polícia? Lá vem o guarda (com cara de mau) reestabelecer o perímetro de segurança. O problema é se caímos no filme com o argumento errado, com o guião errado e sem uma linha condutora... isso faz o quê de nós? Bons improvisadores ou maus profissionais? Como é que sabemos se estamos habilitados a passar a linha?

10 comentários:

S. G. ex - Fernando Pessoa disse...

eu fiquei confuso. mas não devo pedir mais explicações. adorei essa analogia com as relações.

beijo (não muito especial para não atrapalhar mais :-)

Cristina disse...

Como disse: na minha cabeça, faz sentido. E acho que é isso que realmente importa! :)

Obrigada pelas visitas! E não atrapalhas nada! Beijinhos

Nuno disse...

Realmente, o que mais importa é que tudo na tua cabeça faça sentido. Eu gostei da tua analogia, mas eu cá prefiro manter-me afastado dessas confusões. Sei lá se o suspeito não está ali ao pé de nós, pronto a aumentar o perímetro de segurança...

Beijitos,
Nuno.

Djinn disse...

Eheheheh realmente tens razão ;)
Realmente a minha «thin red line» vai nessa onda! bjinhos

Cristina disse...

Nuno, sou perita em analogias. Sem me esforçar muito, arranjo-te meia dúzia :)

Djinn, com algumas diferenças. A minha é mais light, talvez por haver aquela diferença entre nós: a experiência de vida!

Beijos

Victor Cardoso disse...

E tudo era mais fácil se nestas coisas do amor,fssemos o realizador e não parte do elenco.

Cristina disse...

Victor, concordo... mas é uma coisa que, infelizmente, não podemos escolher.

Maldonado disse...

Gostei da tua alegoria: é bastante expressiva. :-O
De facto as relações humanas, nomeadamente as amorosas, são bastante complexas, não podendo ser definidas por conceitos lógicos.
Compreender e conviver com o Outro não é fácil, sobretudo quando existe um compromisso afectivo-sexual. Implica imensa flexibilidade e ascese, que nem toda a gente tem, pois, como bem frisas, é necessário ultrapassar-se certos limites... O amor é um sacrifício dolorosamente agradável.
Descobri casualmente o teu blog e gostei do que encontrei. Hei-de visitá-lo mais vezes.

KILGORE disse...

It´s just life at the movies!

Cristina disse...

Maldonado, obrigada pela visita. A lógica existe na Matemática e nas outras Ciências Exactas, nunca nas relações humanas. Acho até que explicaste melhor a minha ideia do que eu própria :)

Kilgora, nem mais. E o que é o cinema senão uma extensão da vida real?!

Beijos